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Música e dança ganham exposições permanentes

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O Globo (Email)
Publicado: 24/04/12 - 7h37

RIO - Buscando firmar programação e público após anos irregulares, o Centro de Referência da Música Carioca e o Centro Coreográfico da Cidade do Rio de Janeiro, ambos na Tijuca, estão montando exposições que se pretendem permanentes. A primeira, “Rio música”, abre na casa da Rua Conde de Bonfim 824 hoje, às 19h, para convidados — para o público, a partir de amanhã, às 10h.

O Instituto Música Brasilis, da cravista Rosana Lanzelotte, foi escolhido pela prefeitura para montar o painel de cinco séculos. Isto significou ampliar o arco de trabalhos da instituição, dedicada à música clássica anterior ao século XX.

— A maioria das exposições se concentra na música popular do século XX. Mas nos propusemos dar conta de todos os gêneros e épocas, a começar pelos cânticos dos tupinambás, que foram recolhidos pelo francês Jean de Léry (1536-1613) e harmonizados depois por Villa-Lobos — diz Rosana.

À exceção de cerca de 40 instrumentos, a mostra é toda virtual e interativa. O público poderá, por exemplo, ver em sons e imagens como evolui a notação musical de peças do século XX, entre elas “Trenzinho do Caipira” (Heitor Villa-Lobos) e “Ainda me recordo” (Pixinguinha/Benedito Lacerda).

Ainda haverá uma “Mesa musical”, em que composições poderão ser feitas a partir de bases pré-gravadas. E uma linha do tempo com verbetes sobre nomes importantes da música brasileira, que chega até a música eletrônica e ao funk.

— É importante que os jovens sejam atraídos pelas manifestações com as quais se identificam — diz ela.

Totalmente interativa, a “Rio dança” será inaugurada em 5 de maio para o público no edifício da Rua José Higino 115. Os curadores Beatriz Cerbino e Leonel Brum não se preocuparam em seguir uma cronologia. O recorte é temático, com os segmentos Rua (danças populares), Salão (danças de salão), Palco (danças cênicas) e Virtual (videodanças e uso de novas tecnologias).

— Não queremos direcionar o olhar do espectador. Vamos deixar o público construir sua ideia de dança — diz Beatriz, lembrando que a mostra não hierarquiza manifestações como balé clássico, samba e funk. — Seria voltar àquela velha divisão entre alta cultura e baixa cultura, o que não faz sentido.

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