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Exposição “Rio Música” no Centro de Referência da Música Carioca

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Fonte: http://www.famalia.com.br/?p=13207

Mostra revela a prática musical no Rio de Janeiro desde os tempos dos índios até o século 21

Com curadoria de Rosana Lanzelotte, a exposição “Rio Música” reúne pela primeira vez instrumentos, vídeos e instalações digitais interativas abrangendo o panorama musical da cidade, desde os tempos dos índios tupinambás, no século 16, até o funk, rap e música eletrônica dos dias de hoje. A exposição é um projeto pioneiro na América Latina, e será acompanhada do portal www.riomusica.org.br, que disponibilizará um vasto banco de dados sobre a prática musical no Rio.

O público percorrerá de maneira lúdica, a partir de instalações digitais interativas, os cinco séculos de música na cidade, divididos em seis grandes temas: “O canto dos tupinambás”, “Instrumentália”, “Tempo”, “O caminho das notas”, “Mesa musical”, e “Teclas do Rio”.

A notação musical mais antiga relativa ao Rio é a do canto dos índios tupinambás, feita pelo francês e harmonizada por Villa-Lobos (1887 – 1959) no século 20.

“O canto dos tupinambás” – o primeiro módulo apresenta uma instalação de áudio com as gravações dos cantos dos índios tupinambás com os arranjos feitos por Villa-Lobos.

“Instrumentália” – reúne cerca de 40 instrumentos de sopro, cordas, teclados e percussão, e projeções de outros 60 instrumentos. Em uma tela multitoque, vídeos sobre os instrumentos, e como são tocados.

“Tempo” – uma linha do tempo interativa mostrará compositores, períodos e gêneros musicais marcantes no Rio.

“O caminho das notas” – instalação interativa que permite o público acompanhar, com som e imagem, a notação musical de quatro obras: “Trenzinho do Caipira” (Heitor Villa-Lobos), “Ainda me recordo” (Pixinguinha e Benedito Lacerda), “A inúbia do caboclinho” (Guerra Peixe) e “Variações sobre o Samba do Urubu” (Radamés Gnattali sobre os improvisos de Pixinguinha). Participaram da gravação dessas peças músicos como José Staneck, Ricardo Santoro, Celsinho do pandeiro, Henrique Cazes, Marcos Nimrichter e Maria Teresa Madeira, entre outros.

“Mesa musical” – mesa interativa, desenvolvida em parceria com o compositor Tim Rescala. O visitante poderá “compor” uma música, a partir de trechos pré-gravados.

“Rio das teclas” – a partir das teclas de um piano cenografado, serão exibidos vídeos em ordem cronológica sobre personagens e momentos relevantes da música carioca.

Um programa educacional, dirigido por Suely Avellar, promoverá a capacitação de jovens monitores, selecionados entre moradores nas comunidades vizinhas.

A mostra contou com uma equipe de pesquisadores formada por Carlos Palombini, Mayra Pereira, Pedro Aragão, Rodrigo De Santis, Cláudio Lacerda Guerra, Egeu Laus e Heloisa Alves; cenografia de Marcelo Pontes (MPDM Arquitetura); instalações digitais interativas da SuperUber; sinalização e programação visual da PVDI Design; produção executiva de Roberto Padilla/ Artepadilla; e coordenação de Robson Camilo, Gerente de Música da Secretaria Municipal de Cultura.