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Cinco Séculos de Música no Rio

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“Homens selvagens não cessaram de dançar e cantar de um modo tão harmonioso que ninguém diria não conhecerem música...” (Jean de Léry, Rio, 1577)

A história da música carioca começa a ser narrada por Jean de Léry, integrante da comitiva do francês Villegaignon. Agradavelmente surpreso com o que ouviu, anotou os cantos tupinambás, o registro mais remoto de nossas práticas musicais.

Nos séculos XVI e XVII, os jesuítas utilizam cantigas para converter os indígenas. Com os escravos africanos chegam ritmos e instrumentos que ficam para sempre.

A música esteve sempre presente, nas igrejas, nos teatros, nas casas e nas ruas. Os primeiros teatros e bandas de música surgem no Rio do século XVIII, carros alegóricos com “trompas, flautas, clarins, oboés e fagotes” desfilam no Carnaval de 1786 e o baile de máscaras inaugural acontece em 1840.

“Os brasileiros são musicistas natos”, observam os alemães Spix e Martius, aportados na cidade em 1817.

No Rio nasceram o samba, o choro, a bossa nova, o funk e Villa-Lobos. A Tijuca é o berço de Tom Jobim, Tim Maia, Nelson Cavaquinho, Roberto e Erasmo Carlos.

A exposição Rio Música percorre a diversidade da música carioca através dos séculos. Desde o cântico tupinambá, passando pelos instrumentos e compositores, visitando a notação musical e culminando com os repertórios atuais, o objetivo é propiciar uma visão panorâmica das múltiplas formas da expressão musical carioca.

Trata-se de uma obra em construção, cuja síntese é a linha do tempo interativa, a cada dia enriquecida pelos talentos que nascem, vivem ou fazem música na Cidade Maravilhosa.

Rosana Lanzelotte
Curadora